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Síndrome de Rett

A dra. Judith Armstrong no Congresso de Síndrome de Rett

7.000 doenças raras
Prever a saúde do bebê
Recentemente, foi realizado o I Congresso de Síndromes Hipotónicos – Síndrome de Rett. A iniciativa nasceu da necessidade de equipas multidisciplinares que tratam esta patologia possam colaborar para avançar no tratamento desta doença.
A síndrome de Rett é uma doença neurológica que afeta uma em cada 10.000 meninas recém-nascidas em Portugal. É causado por uma mutação genética ligada ao cromossoma X, daí que “só afeta meninas”, e geralmente aparece entre os 6 e os 18 primeiros meses de vida. A doença se origina o sistema nervoso central ou no sistema nervoso periférico, e seus sintomas podem manifestar-se desde o nascimento ou, em geral, em crianças muito pequenas. Devido às suas elevadas quantias constitui a síndrome de maior incidência depois da Síndrome de Down.
Uma das palestrantes do congresso foi a geneticista Judith Armstrong, especialista em síndrome de Rett, que assegurava que “graças ao diagnóstico genético durante os primeiros meses de vida, consegue-se “ajustar o tratamento destes pacientes, melhorando sua qualidade de vida e até mesmo sua sobrevivência.”
“Através da estimulação precoce – continua Armstrong –, fisioterapia, hidroterapia, a equinoterapia ou a terapia da fala, os profissionais de saúde podem ajudar essas crianças e suas famílias no dia-a-dia da doença”.
Atualmente, 70% das meninas afetadas vivem mais de 35 anos, graças também que “em um dado momento ocorre uma estagnação do processo de regressão neurológica que leva a uma deterioração física”, aponta a especialista.
Nos últimos anos, estão ocorrendo avanços na terapia genética ou protéica, destinados ao desenvolvimento de novos fármacos para conseguir, primeiro, impedir o desenvolvimento da doença e, em última instância, curá-lo. “Ainda é cedo, os avanços são promissores”, assegurava Armstrong.
É de destacar que todos os fundos arrecadados no congresso, foram doados ao Fundo Biorett para a rede de pesquisa de CIBEBER e da ORPHANET. “Pensamos que para além de ajudar a todas as famílias com alguma menina Rett, avançamos como a comunidade científica em que se preocupa com as doenças raras e os seus problemas, acho que conseguimos aproximar a diferentes profissionais que trabalham por uma mesma causa”, conclui o Dr. Jaime Salom, diretor do congresso.
Síndrome de Rett

Ouro para a fabricação de medicamentos

A química do ouro ainda está em sua infância

Coração de ouro
Como é que é feito um Oscar?
a luz do futuro
Do Castelo à farmácia
Desde que o ouro, deu o salto de oficinas de joalheiros para as cozinhas, de comer ouro já não nos soa em chinês. Agora, além de servir de ingrediente para alguns pratos, entre outras aplicações, pode ajudar a curarnos. A indústria famarcéutica está começando a utilizar para a elaboração de medicamentos. Foi demonstrado que quantidades mínimas de metal servem para transformar componentes extraídos da natureza em moléculas artificiais, que servem de base para o desenvolvimento de fármacos. Como ocorre com outros metais como paládio, ouro, permite fazer transformações complexas em tempos muito curtos, em condições ambientais e de reciclagem dos átomos que não são utilizados.
O grupo que dirige Antonio Echavarren, do Instituto Catalão de Pesquisa Química, foi usado ouro para sintetizar a englerina, uma molécula que se tenha demonstrado a sua eficácia antitumoral in vitro. Em Florianópolis, o grupo de pesquisa Química do Ouro e da Prata, trabalha em outras aplicações do metal contra o câncer, para lutar contra as bactérias ou contra a aids. De acordo com Conceição Gimero, membro este grupo de cientistas, o ouro atua como multiplicador dos efeitos de moléculas anti-HIV. Outras pesquisas já têm aplicação clínica. Embora a utilização do ouro como catalisador está ainda em seus primórdios, já é utilizado no tratamento da artrite reumatóide.
Ouro para a fabricação de medicamentos

Nova salmonella africana

A crise é uma epidemia
Como será a próxima pandemia?
Caçadores de vírus
Micróbios em sua comida
Embora, em princípio, a salmonella não é uma doença mortal, uma nova estirpe mais perigosa e agressiva estende-se a passos de gigante por todo o continente africano. Um grupo de pesquisadores internacionais, do Instituto Sanger, cujos resultados foram publicados na revista Nature Genetics, afirmam ter encontrado uma relação entre a expansão rápida do vírus do HIV e evoluída e desconhecida bactéria da salmonela.
Esta relação indica, segundo os pesquisadores, que o vírus da AIDS está ajudando a produzir um ‘catálogo’ de novos patógenos que evoluem no caso de pessoas afetadas pelo vírus da AIDS, em conseqüência da fraqueza de seu sistema imune. Se bem que uma salmonella normal nos provoca mal-estar geral e dores pouco agradáveis, na África a doença torna-se uma classe até agora desconhecida de febre tifóide, com um prognóstico muito mais grave do que um incômodo dor de barriga e que pode ser letal em 45% dos casos.
O estudo também mostra como a bactéria se torna forte e evolui, espalhando-se rapidamente por todo o continente. Em consequência do grande número de pessoas adultas (e que, por isso, se movem para o interior) infectadas com o vírus da AIDS, a cepa fez mais vítimas do que nunca: uma em cada quatro pessoas infectadas morreram.
“A sensibilidade do sistema imune às consequências de doenças como o HIV, a malária e subnutrição desde a infância, pode ser o caldo de cultura ideal para que este patógeno tão prejudicial se insira, modifique, expandir e florescer”, diz Chinyere Okoro, principal autor do estudo levado a cabo pelo Wellcome Trust Sanger Institute. “Nós sequenciado o genoma completo (mais de 200 lotes de salmonella) para poder definir uma nova cepa de Salmonella Typhimurium que está causando uma epidemia totalmente desconhecida. Sua composição genética demonstra que, assim como a febre tifóide, é capaz de se espalhar rapidamente pelo corpo humano”.
A partir das diferentes amostras seqüenciados, a equipe de pesquisadores criou um ‘árvore genealógica’, que representa a evolução do patógeno. Graças a isso, a equipe da Sanger descobriu que esta doença invasiva dá início, principalmente, a conseqüência de duas ondas intimamente relacionadas, uma originada há 52 anos na zona sul-oriental e outra criada há pouco mais de 30 anos na Bacia do Congo.
A grande maioria das amostras desta nova e perigosa estirpe são resistentes ao cloranfenicol, um dos principais antibióticos para lutar contra a febre tifóide. “Dada a resistência ao cloranfenicol, este patógeno tem maior chance de sobreviver e se espalhar através do contintente”, diz o professor Gordon Dougan, pesquisador do Wellcome Trust Sanger Institute.
Agora, os pesquisadores resta a árdua e difícil corrida contra o relógio para encontrar o remédio eficaz contra esta nova classe de febre tifóide que permita controlar e evitar a disseminação da cepa não só o continente, se não para o resto do mundo.
Nova salmonella africana

O caminho do cérebro

Dois embriões de galinha durante o desenvolvimento embrionário. Em roxo, destacam-se as células da crista neural / Aixa Morais-COIMBRA
Durante cinco anos, Aixa Morais e Ruth Dez da Capoeira, com a sua equipa de investigadores do Instituto Cajal do CSIC analisaram, quase minuto a minuto, o desenvolvimento de embriões de galinha com o propósito de descobrir os desencadeantes de um evento único: o início da conexão do cérebro com os órgãos.
É a própria Ruth Dez da Capoeira quem me esclarece que as células nervosas do cérebro não se conectam com os órgãos diretamente, mas que o fazem se conectando com o sistema nervoso periférico e, geralmente, utilizando além dos neurônios da medula espinhal como intermediárias. Assim, tudo começa quando uma população de células (chamadas de células da crista neural), que se encontram no tubo neural embrionário (a origem da medula espinhal e o cérebro) migram de forma progressiva e colonizam tecidos e órgãos para formar o tecido nervoso periférico. A equipe de cientistas do CSIC identificou os sinais chave que aciona o momento da saída das células precursoras a partir do tubo neural, um requisito indispensável para conectar os órgãos do corpo ao sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal).
Os resultados desta investigação mostram que, de fato, esses sinais são as mesmas que as que determinam quando começam a se formar os neurônios da medula espinhal e, portanto, coordenam a formação destes dois sistemas nervosos que o adulto devem funcionar em estreita colaboração.
Veja como isso acontece, como se forma esta parte do sistema nervoso e de que modo se conecta aos órgãos é um privilégio fruto de muitos anos de trabalho e do desenvolvimento de diversas técnicas que se beneficiam do uso do embrião de galinha como organismo modelo.
As pesquisadoras me confirmam que há “dois modos de observar estes eventos durante o desenvolvimento. Um é incubar os embriões de galinha, fixar o tecido na fase desejada e observar onde se encontra as diferentes células de interesse. O segundo modo é introduzir marcadores fluorescentes nas células e filmar filmes através do microscópio para ver como se movem estas células durante o desenvolvimento. É uma forma muito dinâmica de observar o processo, vai-se vendo como ocorre a migração em tempo real.”
Esta descoberta é, em si, apaixonante, mas, Aixa Morais acrescenta que, “tendo em conta o preservada que são muitos processos entre os diferentes vertebrados será muito interessante investigar o envolvimento possam ter esses sinais, distúrbios humanos devidos a falhas na formação do sistema nervoso periférico”. O trabalho foi publicado no The Journal of Cell Biology.
O caminho do cérebro

Telemóvel e wifi não dá câncer

Proteína contra o câncer
O câncer é recente?
Um gene suicida contra o câncer
Como as plantas têm câncer?
Há tumores de coração?
Churrasco sem câncer
O móvel causa câncer?
Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Noruega desterra o mito de que os dispositivos móveis e a conexão wi-fi podem provocar câncer. De acordo com os pesquisadores, não há qualquer evidência de que os campos eletromagnéticos de baixa intensidade, podem causar efeitos prejudiciais para a saúde.
As ondas que gera a antena de um telefone celular e outros equipamentos de telecomunicações, conhecidas como campos de radiofrequência ou electromagnéticos, estão abaixo do nível limite determinado pelas autoridades. Esse limite foi estabelecido porque os campos acima de uma determinada potência, provocam um aquecimento prejudicial para os tecidos humanos. Mas mesmo se os móveis devem exceder esse limite, não haveria risco de câncer.
A pesquisa foi encomendada pelo governo norueguês, que havia percebido um aumento da preocupação cidadã sobre este tema após a publicação de estudos sensacionalistas e de baixa confiabilidade publicados anteriormente.
O comitê de especialistas encarregado de levá-la a cabo foi cancelado todas as dúvidas: nem os móveis, nem o WiFi, nem outros emissores semelhantes de ondas eletromagnéticas causam câncer, infertilidade masculina, outros danos reprodutivos ou doenças no sistema endrocrino ou imune.
A maioria dos relatórios anteriores sobre a relação entre celulares e câncer concentraram-se na cabeça e no pescoço, mas a investigação deste grupo norueguês não encontrou evidências para associar os móveis e tumor cerebral. Os registros de câncer não têm aumentado desde que se popularizou o telefone móvel por estas razões. Também não é verdade que este tipo de terminais causar hipersensibilidade eletromagnética, como se quis fazer crer.
Quer isto dizer que a hipersensibilidade eletromagnética não existe? O diretor do estudo, Jan Alexander, não vai tão longe. “Não temos base para afirmar que os sintomas sejam imaginários. Mas um grande número de estudos sugerem que esses sintomas devem ter outras causas que os efeitos físicos dos campos eletromagnéticos de baixa intensidade.”
Assim, não se preocupe. Se você observar que a orelha se te aquece depois de usar o celular, não quer dizer que você está prestes a ter um encontro com a parca. O que acontece é que a bateria do celular, e se aquece.
Telemóvel e wifi não dá câncer

Deixar de fumar

Áreas cerebrais ativadas quando receber e-mails personalizados

Como cumprir os propósitos
A hipnose funciona
Como Funciona o cigarro eletrônico?
Uma paga para deixar de fumar
Desde quando você fuma?
As respostas do cérebro aos prompts personalizados utilizados para deixar de fumar podem prever a probabilidade de que alguém o consiga quatro meses depois. Assim o assinala um estudo publicado na revista Nature Neuroscience.
As respostas de previsão encontram-se especificamente nas áreas do cérebro que se ativam ao pensar em si mesmo, de acordo com os autores do estudo, uma equipe da Universidade de Michigan (EUA), liderada por Hannah Faye Chuan.
Os cientistas estudaram um grupo de 91 fumantes que participaram de um programa para deixar esse hábito prejudicial. Os voluntários recebiam mensagens à medida que eles encorajaram a deixar de fumar, fazendo referências à vida do indivíduo, as suas necessidades e interesses, bem como os obstáculos específicos para alcançar mudanças de comportamento.
A equipe de Chua utilizou a ressonância magnética funcional (fMRI), durante a apresentação de tais mensagens. Os resultados mostraram que a ativação do córtex pré-frontal dorsomedial, uma área que também é ativado por os pensamentos auto-relacionados, apresentou uma correlação com a quantidade de participantes que haviam deixado de fumar quatro meses após a exploração.
Por isso, os cientistas acreditam que tratamentos direcionados podem ser mais eficazes na mudança de comportamento que as intervenções genéricas, se bem que reconhecem que os mecanismos neurais subjacentes não se entendem, ainda, o completo.
Deixar de fumar

Os cremes do Mercadona

A primeira pílula anti-rugas
Minha mãe me imita
Pele doada
Em meados do mês de julho, a AEMPS (Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde) alertava para a empresa de valência que os seus cremes não estavam em conformidade com a legislação vigente, já que continha dois compostos que não podiam ir misturados em um mesmo produto: Bronopol e titanato de trietanolamina.
Apesar de que, de acordo com a Mercadona “mostraram que os dois compostos não eram prejudiciais para a saúde” questão confirmada pelo Ministério da Saúde, a empresa de supermercados decidiu retirar onze de seus cremes tão populares e recomendadas nos salões de beleza e greengrocers. Dos onze produtos correspondiam à sua linha Deliplus e Solcare, e foram retiradas por levar em sua composição produtos químicos que não podem ser misturados.
Mercadona informou, então, que a retirada dos cremes, devia-se a que o seu fabricante, RNB Cosméticos, ia voltar a reformularlas. Em QUO quisemos saber mais detalhes do que duas substâncias são as que têm causado toda essa confusão em que o pior momento para a cadeia valenciana e como funcionam. Para fazer isso, nós conversamos com o químico industrial, Cesar Tomé, autor do blog Experientia docet.
Bronopol e titanato de trietanolamina: melhor não misturar
Os dois compostos que têm gerado o problema são o Bronopol e titanato de trietanolamina. Segundo nos informa o químico industrial César Tome “, ambos compostos por si mesmos não são prejudiciais para a saúde, mas a sua combinação, sim pode ser, em certas condições, já que podem produzir algumas substâncias mais problemáticas: nitrosaminas”. Estas nitrosaminas são compostos químicos que estão presentes em pequenas quantidades em nosso ambiente e na dieta. “No entanto, sabe-se que muitas nitrosaminas são cancerígenos ou se suspeita que o são, por isso, a legislação estabelece que não devem estar presentes em produtos manufaturados.”
Geralmente, as nitrosiminas são gerados com facilidade a partir de aminas secundárias e amidas, compostos frequentes na composição dos alimentos, em presença de íons nitrito. Se originam devido a reação de uma amina secundária com nitritos em um meio particularmente ácido (como, por exemplo, ocorre dentro de nosso estômago durante a digestão).
No caso do Bronopol, “pode produzir íons nitrito (e pequenas quantidades de formaldeído) em dois casos, fundamentalmente, em solução básica ou por temperaturas elevadas. Por outro lado, o titanato de trietanolamina é uma amina terciária e uma base forte, o que proporciona uma das condições de decomposição do Bronopol (estruturas) e um reagente com o que produzir nitrosaminas. Por isso mesmo, a legislação proíbe ambos compostos juntos.”
Os cremes do Mercadona

Como detectar a gordura?

A tribo obesos
O novo bacon bom
desmond barrigas
A ensaimada
Qualquer um sabe se os alimentos que você está comendo são gordurosos ou não. Até agora se pensava que coletamos essas informações através da textura e o cheiro, mas parece que algumas pessoas são capazes de detectar o sabor de gordura. E essa habilidade protege contra o risco de obesidade.
Assim o têm defendido Katheleen Keller, do Centro de Pesquisa de Obesidade de Nova York (EUA), e seus colegas na Food Expo, a feira anual do Instituto de Tecnólogos em alimentos (IFT). Segundo seus estudos, quem não têm a capacidade de saborear a gordura, apresentam também características genéticas que lhes predispõem a processar e armazenar os alimentos de uma forma diferente, para aqueles que a possuem. Os resultados dos pesquisadores mostraram que a combinação de ambos os fatores, pode levar a estas pessoas a consumir inconscientemente gordura em maior quantidade, para que o seu organismo “conhecimento” de que está ingerindo.
Se a isso se juntam circunstâncias como viver em lugares com grande oferta de alimentos gordurosos e de fácil acesso aos mesmos, o risco de obesidade multiplica-se claramente. Portanto, se existe uma diferença biológica em nossa forma de perceber a comida, Keller considera que “seriam necessários cerca de abordagens alternativas na hora de preparar os alimentos para que fossem apresentados a determinados grupos da população, da forma mais benéfica possível”.
Como detectar a gordura?

Câncer por vírus

Célula de câncer

O câncer é recente?
Proteína contra o câncer
câncer a fundo
Um gene suicida contra o câncer
O vírus Epstein-Barr (EBD) costuma infectar cerca de 90% da população, em geral, sem efeitos prejudiciais. No entanto, as pessoas com sistemas imunitários enfraquecidos, como receptores de transplantes de órgãos ou infectados pelo HIV apresentam maior risco de desenvolver câncer por esse vírus.
Uma equipe do Instituto do Câncer de Duke (EUA) descobriu uma importante rota bioquímica da célula do hospedeiro infectado ativa para impedir que um vírus grupos cause o aparecimento do câncer”, de acordo com um dos autores principais do achado, Micah Luftig. Os pesquisadores aprenderam como supera o EBD a resposta da célula.
O trabalho, publicado na revista Cell Host & Microbe e divulgado pelo serviço de notícias científicas SINCRONIZAÇÃO baseia-se na hipótese de que a célula detecta que o vírus tenta tomar o controle. “Quando você ativa esta resposta de estresse dureza, mantém o vírus em listra, agora sabemos a razão”, indicam os autores.
A equipe de Luftig identificou duas enzimas, denominadas ntico, que desempenhavam um papel-chave na mediação desta resposta de estresse dureza e colaboram para impedir a proliferação descontrolada de células tipo B, denominada de imortalização. Quando os cientistas bloquearam as ntico de ATM e Chk2, a proliferação descontrolada jogou dez vezes mais células infectadas. Esta expansão das células está relacionada com vários tipos de câncer. Cerca de 20% de todos os cânceres humanos são causadas por agentes infecciosos e cerca de 80% dessas infecções são de origem vírico.
O trabalho poderia traduzir-se em terapias benéficas para os pacientes que não disponham de sistemas imunitários fortes e que necessitem de proteção contra a ameaça de uma infecção por EBD”, diz Luftig.
Câncer por vírus

Dia Mundial do sono

Sonho. Foto: Creative Commons.

Por que os jantares pesadas nos fazem sonhar coisas estranhas?
Dormir recarrega o cérebro
Podem instituir sonhos
Visualize seus sonhos
Sonhos 3D
A TV, o melhor sonífero
Se bem que o sonho é “um estado de repouso uniforme de um organismo”, sentimos dizer que o dia Mundial que se celebra a 16 de março não é para que ‘se tires dorme’, mas para dar visibilidade aos distúrbios do sono, uma doença que afeta 40% da população espanhola alterando negativamente a sua qualidade de vida.
Segundo informa o Grupo de Estudo de Doenças de Vigília e Sono, da Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN), “cerca de 30% da população sofre de algum tipo de patologia do sono e 4% o tem de forma crônica”, alguns números que, segundo alertam os especialistas têm vindo a aumentar em consequência das fortes situações de stress que a crise econômica deixou muitas famílias.
Alterações do sono ou parasomnias
As alterações do sono e transtorno de conduta durante o mesmo é conhecido como parasomnia. Neles, ocorrem episódios breves ou parciais de acordar, sem que ocorra uma interrupção importante do sonho, nem uma alteração do nível de vigília diurna”. De acordo com o neurologista Antonio Yusta Esquerdo, neurologista do Hospital USP San Camilo de Madrid, “a perturbação do sono mais prevalentes é a insônia, que chega a afetar 20% da população de forma crônica”. Afirma que só deve ser tratada no caso de que isto afete a hora do dia e, não só por nervosismo de pensar que não dormir as horas suficientes. E quantas horas seriam suficientes? “A quantidade de sono que você precisa de uma pessoa é muito particular e varia de acordo com a idade. Em crianças recém-nascidas pode ser de até 20 horas e muito fragmentadas, na maturidade, geralmente entre 6 e 8 horas, e em afecções da idade entre 6 e 7, tornando-se fragmentar o sono”. Outras parasomnias comuns são: o terror noturno, fala durante o sono, cólicas, sonambulismo, bruxismo, pesadelos, paralisia do sono ou da enurese noturna.
Por outro lado, de acordo com a classificação internacional, além das parasomnias e dos associados com processos médicos ou psiquiátricos, existem os distúrbios intrínsecos do sono e os extrínsecos, bem como transtornos decorrentes do ritmo circadiano do sono, que é uma das causas mais comuns de insônia. Há pessoas que têm o ritmo circadiano ‘adiantado’ ao da média da população e outras atrasado..
As apneias é uma das patologias do sono mais comum entre as pessoas que experimentam sonolência excessiva durante o dia. As pessoas que a sofrem e perdem, durante pelo menos 10 segundos, a respiração durante o sono, o que faz com que os níveis de oxigênio no sangue caem e que o cérebro é ativado para que possamos voltar a respirar. Os episódios de apnéia, em alguns casos, podem ser muito freqüentes durante a noite e fazem com que o sono não seja completo, mas superficial e fragmentado. Nos países desenvolvidos, a apnéia do sono afeta 2% – 4% da população, tanto adulta como infantil. Homens de meia-idade com excesso de peso e mulheres que já passaram da menopausa, são os grupos populacionais que apresenta uma maior incidência. Por sua parte, segundo assegura o SEN, “em até 90% dos pacientes com apnéia do sono não são diagnosticados”. Por outro lado, “63% das pessoas com problemas vasculares cerebrais experimentam um alto índice de apneia durante a noite.”
Conforme explica a neurologista Montserrat Pujol, “Os acidentes vasculares cerebrais são a segunda causa de mortalidade e de demência em nosso país e a primeira de deficiência no adulto. Uma vez que a relação entre apnéia e os acidentes vasculares cerebrais está claramente ligada, consideramos que identificar e tratar adequadamente a estes pacientes é algo primordial”.
A narcolepsia-cataplexia se refere às alterações das fases do sono. Isto é, se quando estamos despertos aparece a fraqueza muscular -raros-, sinal característico da fase REM do sono, falaremos de cataplexia. Se o que acontece é que, de forma repentina, aparece uma sonolência intensa e passamos rapidamente de estar despertos para estar dormindo na fase REM, falaremos de narcolepsia. Esta condição que afeta apenas 0,2% da população, desestructura o sono e se caracteriza, pois, “às vezes, o paciente não pode mover nenhum músculo de seu corpo -exceto a respiração e para mover os olhos – ao final do sono (paralisia do sono), ou sofre de alucinações, como se soñase acordado, nada mais deitar na cama à noite ou antes de se levantar pela manhã (alucinações hipnagógicas ou hipnopómpicas)”. Segundo o Dr. Yusta, “Esta doença tem um componente genético e com o tratamento adequado tem muito bom controlo dos sintomas”.
Dicas para uma boa higiene do sono e dormir bem
Segundo informado pela Sociedade Espanhola de Neurologia, fazer desporto, ter uma vida ativa, não fazer refeições pesadas e evitar as bebidas estimulantes, sobretudo antes da hora de dormir, levar um ritmo de vida regular, mantendo estáveis os horários de sono e alimentação, podem ser bons costumes para evitar transtornos no sono.
Por sua parte, Yusta insiste “que, seja qual for a patologia que se sofra, há que evitar sempre a automedicação, já que o abuso crônico pode ter importantes efeitos colaterais”. O conselho não é baladí. Segundo as conclusões de um estudo levado a cabo em 10.526 pacientes que tomam medicamentos para dormir, nos EUA, realizado pelo Centro do Sono de Viterbi da Califórnia, e o Jackson Hole Center for Preventive Medicine dos estados unidos, o consumo de hipnóticos eleva a mortalidade 4,6 vezes.
Dia Mundial do sono