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Patarroyo: vacinas a 12 cêntimos

Patarroyo, na Casa de América de Madri

Tuberculose no momento
Laser contra a malária
Tutancâmon morreu de malária
Menos mortes por malária
A malária vem do gorila
O fim da malária?
Vacinas
Outras vacinas
Sua entrada em cena não tem nada que invejar a de Oscar. Brilhante, expressivo, mas sem excessos, e com um domínio perfeito do cenário, o imunologista colombiano Manuel Elkin Patarroyo, anuncia o próximo objetivo científico de sua equipe: uma vacina contra a tuberculose e outra contra o Plasmodium vivax, o mosquito que transmite a malária. E em carteira, outras possíveis contra a dengue e a leismaniosis.
Seus projetos se multiplicam desde que publicasse no Chemical Rewiew os princípios imunológicos com os que hipoteticamente poderiam ser elaboradas vacinas sintéticas, pela primeira vez a partir de átomos do micróbio. “É um método universal, uma nova e poderosa ferramenta para estudar qualquer vacina sintética”, assegura Patarroyo. Diz que a receptividade de seus colegas cientistas foi tão boa que várias instituições já entrou em contato com ele para se oferecer para colaborar. Falta que os projectos se concretizem.
O plano que tem dedicado toda a sua vida, a conseguir uma vacina contra a malária, em contrapartida, é quase uma realidade. Tem até data: 2016. Em junho do ano que vem começará os ensaios clínicos em humanos depois de que a vacina sintética tenha demonstrado uma eficácia superior a 90%, em macacos. “E falamos de protecção total, ou seja, de absoluta ausência de parasitas no sangue”, afirma “sem ânsia de crítica” com relação às desenvolvidas por outros cientistas que consideram que as suas obras tem “proteção total quando 1 em cada 2.000 glóbulos vermelhos infectados”.
A vacina será subcutânea e seu preço ridículo, cerca de 12 cêntimos de euro por dose. O que está claro é que “tem de chegar à humanidade, ao mínimo custo”, por isso, cedeu os direitos de exploração da OMS e se recusou a tentadora oferta de 74 milhões de euros que lhe pagavam pela patente. Não especifica quem nem se tem a ver com o fabricante de outra vacina de eficácia limitada”, segundo Lancet, a bíblia das revistas médicas.
Patarroyo: vacinas a 12 cêntimos

O cólera que assola o Haiti

Vírus da raiva

Probióticos contra a úlcera
2011 com menos câncer
Células anti-rugas
Japão ultrapassa nestes momentos as outras catástrofes do planeta, mas isso não significa que tenham desaparecido. É o caso do Haiti: as estimativas oficiais são subestimado a epidemia de cólera que afeta os seus habitantes, o que poderia traduzir-se em milhares de mortos, mais se não forem tomadas medidas para isso. Assim o assinala um artigo publicado na revista The Lancet.
Frente às estimativas propostas pelas Nações Unidas de 400.000 casos de cólera no Haiti este ano, o estudo, baseado em modelos matemáticos, prevê 779.000 casos e 11.100 mortes entre 1 de março e 30 de novembro.
Os responsáveis pelo trabalho, uma equipe de vários centros científicos norte-americanos, liderados por Jason Andrews, da Harvard School of Public Health, em Boston (EUA) também sugerem que a combinação das estratégias de controle da doença, como um melhor acesso à água potável, a vacinação oral e o uso generalizado de antibióticos poderia impedir de 170.000 casos de cólera e 3.400 mortes.
De acordo com o modelo, uma redução de 1% no consumo de água contaminada evitaria 105.000 casos de cólera e de 1.500 mortes, enquanto que a vacinação de 10% da população evitaria 63.000 casos e 900 mortes. Além disso, o uso preventivo de antibióticos em todos os casos graves e em metade dos pacientes com doença moderada poderia evitar 900 casos e 1.300 mortes.
O estudo lembra que o recente declínio dos casos de cólera no Haiti não é o resultado de intervenções eficazes que são utilizados atualmente, mas o curso natural da epidemia.
O cólera que assola o Haiti

Mulheres e células estaminais

Espermatozóides tentando chegar a um óvulo humano

Assim nasce um óvulo
Como caçam os óvulos, espermatozóides
O esperma tem detector
Inseminação artificial em animais
De acordo com um estudo publicado na revista Nature Medicine, as mulheres possuem células-tronco capazes de gerar novos óvulos, o que levanta a possibilidade não só de poder suprir a perda de óvulos por várias doenças, mas também que a idade da mulher deixe de ser um problema para a concepção.
De acordo com Jonathan Tilly, um dos diretores de pesquisa: “o objetivo do estudo é demonstrar que existem células-tronco que podem produzir oócitos novos -células germinativas femininas, no processo de se tornar um óvulo maduro – em mulheres férteis”. Anteriormente se conhecia de sua existência em trabalhos realizados com ratos, mas esta é a primeira ocasião em que os resultados corroboram com seres humanos. Estes trabalhos, realizados em 2004, demonstraram que as fêmeas de rato adultas podiam gerar novos oócitos. Estudos internacionais confirmaram estes resultados (também em ratos).
No caso humano, a situação é parecida. Sob seu controle em laboratório, as células humanas também podem criar oócitos e transformá-los em embriões viáveis após a realização de uma fertilização in vitro. Além disso, as células produzidas possuem a metade do material genético que as originais (meiose).
Há um passo que não pôde ser verificado neste estudo, e, infelizmente, é devido à limitação de costume, com que costuma encontrar-se a pesquisa com células-tronco: questões éticas e legais. Este passo é ser capaz de confirmar que, efetivamente, os oócitos humanos são férteis e viáveis para produzir embriões. De se confirmar, pode ter aplicações muito interessantes e necessárias, conforme apontam os pesquisadores no estudo, como seriam a criação de um banco que armazenam essas células, o desenvolvimento dos óvulos a partir de células-tronco in vitro, ou mesmo, a investigação e identificação de certos hormônios que possam acelerar a formação de óvulos.
Para J. Tilly uma das descobertas mais surpreendentes da pesquisa é observar que tanto os oócitos humanos gerados in vitro a partir de células estaminais como os de oócitos de mouse têm o mesmo aspecto físico e padrão de expressão gênica”.
Mulheres e células estaminais

Assim é a paralisia do sono

A nova pesquisa pode ajudar a encontrar novas terapias para distúrbios do sono como a narcolepsia, que produz ataques de sono difíceis de controlar.

Dia Mundial do sono
mal de alzheimer sonho
Por que me entra sono depois de comer?
Dormir, para emagrecer
Não consigo dormir com esse calor
Dormir recarrega o cérebro
Representar um sonho enquanto você dorme pode ter consequências bastante desagradáveis, tanto para os outros como para si mesmo. Pode receber qualquer chute ou uma bofetada se você acompanhá-lo no seu descanso, a pessoa com transtorno do sono REM. E se tem a melhor parte, pois se trata de um fator de risco de doenças neurodegenerativas. Felizmente, novas pesquisas científicas podem ser muito úteis para encontrar um tratamento a este e a outros transtornos, como a narcolepsia e o bruxismo. O primeiro é conhecer a fundo o que acontece enquanto dormimos, uma tarefa que guiou o trabalho de dois cientistas da Universidade de Toronto que descobriram dois mecanismos químicos que produzem a paralisia do sono, rigidez muscular, típica da fase REM. Suas conclusões viram a luz na revista especializada The Journal of Neuroscience.
A fase REM é conhecida por ser o momento em que nós temos a maioria dos sonhos que lembramos. Seu nome é a sigla de Rapid Eye Movement -movimento ocular rápido, em inglês – e suas características físicas mais evidentes são de que tanto os músculos dos olhos como aqueles relacionados com a respiração continuam a funcionar enquanto que os outros estão paralisados. Esta paralisia do sono é um mecanismo natural que evita que ocorram percalços enquanto dormimos. Para alcançá-la, o corpo tem que corrigir para inibir cerca de neurônios especializados que se localizam no cérebro, um tipo de neurónios motores.
Até agora se pensava que o neurotransmissor glicina era o único responsável por inibir os neurônios motores, mas o estudo dos cientistas da Universidade de Toronto Patricia Brooks e John Peever indica que a glicina atua junto a outro neurotransmissor chamado GABA (ácido gama aminobutírico), e, ao mesmo tempo. “Temos demonstrado que GABA e glicina apagam os neurônios motores durante o sono REM, e que isso é o que provoca a paralisia do sono REM. Mas também identificamos a forma em que as células detectam GABA e glicina”, concretizou Peever. O resultado pode abrir o caminho para novas terapias para distúrbios motores relacionados com o sono.
“Compreender o mecanismo preciso por trás do papel dessas substâncias químicas no transtorno comportamental do sono REM é especialmente importante, pois cerca de 80 por cento das pessoas que o têm com o tempo, desenvolvem uma doença neurodegenerativa, como o Parkinson”, explicou. Seu estudo também pode ser muito importante para desenvolver terapias para tratar a narcolepsia. Entre os sintomas da narcolepsia, destacam que a paralisia do sono é mantida até o momento de acordar e que o paciente pode sofrer alucinações nada mais ficar na cama, ou imediatamente antes de se levantar. Seu sinal mais comum é a presença de períodos de sonolência que se sucedem a cada poucas horas durante a vigília, e que, freqüentemente, provocam ataques de sono que podem ser muito perigosos em situações como a condução de veículos, por exemplo.
Os cientistas conseguiram determinar que as duas substâncias que induzem a paralisia do sono através de uma série de experimentos em ratos em que a medida da atividade elétrica dos músculos faciais que usam para mastigar. Estes mesmos músculos são os que movem as pessoas com bruxismo, que chirrían os dentes enquanto dormem. Os experimentos sugerem que os resultados do estudo também poderia ajudar as pessoas que sofrem deste tipo de doença.
Assim é a paralisia do sono

A esponja medicamento

O desemprego afeta o coração
10 porcos famosos
Pele artificial muito real
Como Se extingue? Clonémoslo
A Guerra das Galáxias vai para a Disney
Vos vai soar estranho, mas os bioingenieros da Universidade de Harvard têm em mente substituir a típica injeção de um medicamento no estado líquido por… uma esponja! Sim, sim, é verdade: uma esponja, que mede menos de 2 milímetros e que cresce dentro de nosso organismo até o tamanho desejado.
Por estranho que pareça, a esponja injetável é de uma grande utilidade e pode substituir a métodos mais invasivos, por exemplo, com medicamentos que são liberados lentamente. Além disso, tem memória, ou seja, você pode voltar a encolher até uma pequena fração de seu tamanho original E isso para que serve? Para evitar cirurgias. Se você quiser instalar um “andaime” biológico, pode-se injetar a esponja e fazer com que se expanda até ter a forma e o tamanho desejados.
Na realidade trata-se de um gel produzido a partir de uma gelatina obtida a partir de algas que se transforma em uma esponja através de um complexo processo de resfriamento. Primeiro se formam cristais de gelo em gel, que mais tarde se fundem dando origem a um gel final (criogel) cheio de porosidades. Graças a elas, você pode preencher com o medicamento desejado, ou até mesmo com células-tronco, prontas para serem introduzidas no organismo.
Só falta um detalhe para que tudo isso funcione perfeitamente. Os pesquisadores de Harvard ainda têm que dar uma solução para certificar-se de que a esponja degrada-se suficientemente rápido para que os novos tecidos que substituam o “andaime” que lhes estava guardando o site.
E por sinal, também tiveram tempo para dar algo de engenho e criatividade. Você pode escolher entre vários modelos, entre eles, em forma de estrela e coração.
A esponja medicamento

Urgências por cocaína

Portugal, líder da UE no consumo de cocaína

A cocaína desestabiliza
A cocaína altera genes
Por que se opera o nariz?
As cocaína faz estragos nos fins de semana. Cada vez aparecem nas urgências dos hospitais mais consumidores com ansiedade, palpitações ou dor torácica, baixo nível de consciência, alucinações ou delírios. Um estudo do Hospital Clinic de Barcelona figura em 25.000 consultas relacionadas com o consumo desta droga, o que representa entre 15% e 20% de todas as consultas toxicológicos em Portugal.
O mais surpreendente da pesquisa é que boa parte dos consumidores nem sequer lhes impressiona, por exemplo, estar a ponto de sofrer um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral como resultado da cocaína. 7% vem de novo a urgência durante o mês seguinte e 22% no fim do ano, segundo os dados fornecidos por Oscar Olhou, do Hospital Clinic de Barcelona, a Societat Catalana de Medicina dUrgències i Emergències. Concorda que os consumidores reincidentes também exigiu atenção em outras ocasiões por ter tomado várias drogas ou álcool.
O mais comum é que tenham sintomas controláveis, o problema é que os consumidores de cocaína estão comprando números para um sorteio fatídico. Guilherme Burillo, do Hospital Universitário de Canárias explica o prêmio: “São um reservatório de pacientes que, no futuro, vai ter problemas cardiovasculares”. A hipertermia, o choque e o coma são as complicações mais graves que pode desencadear o consumo de cocaína, por vezes, chega a causar a morte.
Urgências por cocaína

Soluções passatempos Mente em forma

Monumental. A Estátua da Liberdade está ao contrário. O braço da tocha é o direito, não o esquerdo.
Questão de tempo. Ambas parecem quantidades muito grandes, mas há uma grande diferença: cerca de onze dias e meio, passamos a mais de 30.000 anos. Pegue já!
Made in USA. Realmente, em nenhuma delas: no palco de um circo, não há cantos.
As uvas de Fim de ano. Em Portugal, já que é uma tradição nossa.
Coisas da idade. 48 e 32. A de maior idade dobra a idade que eu tinha (24), quando ele triplicou a idade de menor idade (8) e oito anos depois da então duas vezes a idade (32 e 16).
Vá vizinhos! Ramón vive no 1º, João no 2º, Marta no 3º e Fernando no 4º.
As vinhas da Ira. 28 uvas. 28 – 6= 22, 22 -14= 8, 8 -5=3.
Alto contraste. John F. Kennedy. Afastando-se dos pontos pode ver a sua imagem.
Quoncentración. 21, 3, 405, 6, 78, 90. Sem contar zeros, a seqüência segue a utilização por ordem dos dígitos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9 (embora mudem de ordem em uma mesma pessoa).
Aposta final. Pega uma das cartas, há como que lhe escapa e deixa que o vento a leve. Então, pede desculpas ao que há de crupiê, descobre a outra carta e diz que, como é um rei, o seu tinha que ser, necessariamente, o ás. Deste modo, ganha a partida.
Soluções passatempos Mente em forma

A psicologia japonesa

Terremoto no Japão, 1923
Reforçados do desastre
Especial emergência nuclear
Diante da recente tragédia que vivem os cidadãos japoneses, em Quo nos temos proposto como levam a situação. Suas reações, vista várias vezes os meios de comunicação, não nos deixa dúvida de que existem diferenças marcantes entre as duas culturas: a sua e a nossa. Sua reação, contida e medido em todo momento, chama a atenção para o resto de cidadãos do mundo… e é que a forma de levar o luto e a dor da infelicidade dos cidadãos do Japão, para muitos de nós é realmente surpreendente.
O povo japonês dinamiza bem suas emoções e comportamentos. De fato, estabelecem dois tipos de comportamento dependendo de onde se encontram: o tatemae (comportamento em público) e o honne (emoções e sentimentos da pessoa). Acreditam muito em energias e, por isso, também, que tentam fazer esse trabalho de contenção com suas expressões: para evitar prejudicar os que estão ao seu redor. São um povo muito unido e que luta por sua comunidade.
Para tentar conhecer melhor a psique japonesa, conversamos com Miguel Ângelo Cristóvão Carle, psicólogo clínico de Healthywork e especialista no estudo de diferenças culturais. Nos deu 6 respostas que você não pode deixar de ler:
1. Como é possível que os japoneses estejam mantendo sem cair em pânico com o que está acontecendo? Como são feitos de outra pasta diferente para nós?
Os japoneses sentem como nós, mas culturalmente aprenderam a se manter inteiros, para não carregar a que os rodeiam de sua pena ou do seu horror e a olhar com coragem para as desgraças que têm sofrido ao longo da história. Não sei se é uma outra pasta, é simplesmente o resultado de mamar outra cultura.
2. Como se vive o luto na cultura japonesa?
Como em todas as culturas, cada pessoa vive o luto de uma forma distinta e não há maneiras boas ou más maneiras. Os japoneses culturalmente têm uma vida interior muito rica e aprendem a não sobrecarregar seus entes queridos, nem às pessoas que os rodeiam com seus problemas ou com a sua dor. O duelo se elabora na intimidade e no seu grande e forte mundo interior.
3. É positiva essa “introvertido” forma de enfrentar a adversidade?
Por um lado, o Japão é um dos países com maior índice de suicídios do mundo, mas não acho que se deva a sua forma de lidar com a adversidade. Ao fim e ao cabo, para nós ocidentais, o que não nos serve o exemplo das pessoas que se mantenham serenos e fortes nos maus momentos? Não devemos julgar se uma forma ou outra de enfrentar a adversidade é boa ou má. O japonês aprendeu desde pequeno que a integridade e o respeito ao outro é como se deve lidar com o mal, em grupo. Fazê-lo de outra maneira que sim, que poderia ser negativo.
4. Quando passar um pouco mais de tempo do recente desastre… Como enfrentarão psicologicamente os japoneses a reconstrução do Japão?
Com a coragem que caracteriza a este povo. O japonês leva um samurai dentro, estabelecer seu luto pelo o que foi perdido, pessoal e material, e, como sempre, em grupo, solidariedade e muito trabalho reconstruirán o país inteiro
5. Como contrasta a cultura japonesa com a nossa, ao se deparar com este tipo de dor?
Historicamente tem havido períodos em que à dor se contratavam portas, ou na época do Romantismo, a gente gritava e puxava meus cabelos, mesmo se matava. Culturalmente também encontramos diferenças na maneira de enfrentar a dor. Nossa cultura expressa os sentimentos, chora e sente fraqueza nas pernas. A japonesa faz tirar a força de dentro, a força física e espiritual. Ninguém pode dizer que uma forma seja melhor do que a outra.
6. Perante a explosão de mais reatores nucleares… Como podem reagir com os japoneses?
Como estão reagindo. Com extrema prudência, ouvindo seus líderes para saber como têm que se comportar e que é o melhor a fazer. Cada japonês reagirá como o grupo solicitado e sempre de uma forma controlada e civilizada. São um grande povo.
A psicologia japonesa

Célulastronco para o coração

Células-tronco hematopoiéticas

Células estaminais
Células-tronco para diabéticos
Célula mãe então o que?
A conquista das células
De acordo com uma revisão sistemática publicada na The Cochrane Library, a terapia com células-tronco, melhora a função cardíaca após um ataque cardíaco. Após sofrer um ataque cardíaco, o fluxo sanguíneo é interrompido em uma parte do coração, devido à obstrução em uma das artérias coronárias, provocando danos ao tecido do coração. As células da área afetada morrem em conseqüência da necrose. Um dos perigos após um infarto é que nos dias e semanas seguintes, a área necrotica pode estender-se, aumentando o risco de mais problemas.
Já em 2008, uma revisão de treze ensaios clínicos com terapia de células-tronco se fizeram a mesma pergunta, com resultados satisfatórios. Nessa ocasião, a revisão foi baseado em todas as provas disponíveis, adicionando 20 novos estudos para assim poder extrair as conclusões a partir dos 33 ensaios existentes. Realizando um acompanhamento mais longo, os ensaios subseqüentes indicam que os efeitos da terapia melhoram significativamente a saúde do coração afetado, e seu efeito se mantém por vários anos após o tratamento.
O número total de pacientes que participaram deste ensaio é de cerca de 1.765. Todos haviam sido submetidos anteriormente a uma angioplastia, um processo em que se introduz um ‘balão’ para dilatar uma artéria ocluida (total ou parcialmente), com o fim de restaurar o fluxo sanguíneo, obstruída por placas de colesterol e/ou de seus ramos.
As conclusões da revisão, sugerem que a terapia de células-tronco multipotentes de medula óssea (BMSCs) podem chegar a melhorar, a longo prazo, a função cardíaca, mantendo-se durante um máximo de cinco anos. No entanto, não houve dados suficientes para chegar a conclusões firmes sobre as melhorias na taxa de sobrevivência. De acordo com o principal autor do estudo, Martin Encomen-Rendon do Hospital John Radcliffe, em Oxford (Reino Unido): “Este novo tratamento pode levar a uma moderada melhora na função cardíaca com os tratamentos padrão.” e acrescenta, “a terapia com células-tronco, você pode reduzir o número de pacientes que morrem ou sofrem também de insuficiência cardíaca”.
Recentemente, o grupo de trabalho da Sociedade Europeia de Cardiologia para as células-tronco, recebeu fundos do Programa Quadro da União Europeia do Sétimo de Investigação e Inovação ( FP7 da UE-BAMI) para iniciar uma nova pesquisa. Investigador Principal para o julgamento BAMI, disse o co-autor desta revisão Cochrane, de Acordo com Anthony Mathur, principal investigador do projeto BAMI: ‘O estudo BAMI será o maior ensaio da terapia de células-tronco em pacientes que sofreram ataques cardíacos. Vai testar se este tratamento prolonga a vida desses pacientes”.
Célulastronco para o coração

Inveja da boa

A ceia era celebrada em honra de Sophia Loren, até que uma deslumbrante (e não convidada) Jayne Mansfield invadiu o restaurante, a estrela italiana não conseguiu disfarçar seus intensos ciúmes ao verificar que Mansfield podia grupos.

Tipos de inveja
Pecado capital
Você pode Me dar uma?
Amigo cão
Leia também: “Os diferentes tipos de inveja”
O que é que te levaria a pagar 80 euros por um iPhone? Tê-lo visto em mãos de outro e ter querido pisotearlo (o proprietário). Sim, o preço que podem sair em qualquer loja será a penitência, o mais vergonhoso dos pecados, a inveja, segundo garantem os resultados de um estudo dirigido pelo holandês Niels van de Ven e publicado no Journal of Consumer Research. Mas só se acha (mesmo a seu pesar) que o tipo merecia o telefone com toda a justiça. Se, pelo contrário, atribuyes sua vantagem tecnológica para os mimos de seu pai, sua atitude de subida ou a sua capacidade para apropriar-se do alheio, nem mesmo você quererá um iPhone. Seu desprezo por seus métodos levá-lo a escolher um produto similar, que permita medir-se, mas não se identificar, com o teu adversário, como um Blackberry. Até mesmo aceitar um preço alto por ela. À vista de seus resultados, Van de Ven aconselha os fabricantes considerar que modelos escolhidos em suas campanhas, para não acabar favorecendo a concorrência.
MEDO DA DESIGUALDADE
Porque “as pessoas estão dispostas a gastar recursos de qualquer espécie (dinheiro, tempo, esforço…) para reduzir a diferença no nível de bem-estar material com outras pessoas mais ou menos próximas, de acordo com Antonio Cabrales, professor de economia da Universidade Carlos III (Madrid), que analisou as implicações da “aversão à desigualdade” no ambiente econômico e empresarial.
Para abordar estes temas costuma usar jogos de laboratório em que se pede a um voluntário que disputar com outro, por exemplo, um bolo imaginário em certas proporções (do tipo 20% para si, 80% para mim). O destinatário da oferta que não aceita ficar sem nada. “Se lhe importasse o seu próprio bem-estar, aceitaria mesmo que o outro consiga 99% e só lhe desse a ele o 1%, antes do que não receber nada”, explica Cabrales. “No entanto, quase todo o mundo diz que nem falar isso. O limite admissível se situa em um negócio 75/25”.
Poderíamos pensar que tal reação se deve a um senso inato de justiça, mas quando as propostas, há um computador a um grupo de pessoas, a situação muda radicalmente. “Então, se assentará, a negócios 70/30 à primeira, por mais injustos que sejam, por medo de deixá-los passar e que os leve o próximo”, afirma o professor, que tem buscado as razões evolutivas de tal comportamento. Sua hipótese aponta para que o nosso instinto não consente que alguém tenha mais, porque tememos as vantagens que isso possa lhe proporcionar no futuro. Imagine dois macacos-prego, de que a pessoa come uma banana e fica saciado, e o outro come dois. O primeiro está satisfeito, mas “e se ambos tentam cópula e o mais gordo e de cabelo mais brilhante e leva a fêmea?”, levanta Cabrales. “Pois o primeiro preferível que nenhum dos dois vírgula nada e chegar à segunda fase, nas mesmas condições.” Se, em vez de macaco é pessoa, se encarregará de que não se nota o desejo, acima de tudo, porque a inveja surge para as pessoas do seu ambiente mais próximo. Temos já tão assumido que Cabrales e sua equipe foram detectados estratégias enraizadas no mundo empresarial e dirigidas em grande parte para evitar suas consequências devastadoras:
– Lei da desigualdade. Há uma tendência para que todos os funcionários tenham o mesmo nível de capacidade, até o ponto de deixar de ir a muito valiosos por não pagar mais.
– Salário medíocre. Os bons ganham menos do que deveriam por seu desempenho, e os maus, mais.
– Os caminhos estão muito mais lentos do que o que corresponderia por conquistas do trabalhador.
ALGO MAIS QUE DINHEIRO
Independentemente de onde aconteça, a intensidade dessa paixão, que a nossa cultura identifica-se com o verde e a alemã, com o amarelo, ficou patente em um experimento de os economistas britânicos Andrew Oswald e Daniel Zizzo. Após entregar o ouro de forma desigual entre os participantes, ofereceram ir pagando cada vez mais por destruir os ganhos dos outros. 62% deles queimou o ouro de seus oponentes em uma espiral devastadora que os levou a excluir quase a metade da receita do grupo. Enquanto os mais beneficiados inicialmente atacavam por igual a ricos e pobres, os mais desfavorecidos, é cebaban especialmente com aqueles que consideravam injustamente vencedores. Apesar disso, o mais provável é que não se tratasse do dinheiro em si, mas do status que fornece. Só isso explica que os habitantes de nações ricas não sejamos muito felizes por princípio. O também britânico Chris Boyce tentou buscar uma explicação para esse fenômeno e relacionou o nível de satisfação de seus compatriotas com os seus rendimentos. Os mais felizes eram os que mais ganhavam, mas aqueles que mais pagava dentro de seus grupos de idade, formação, sexo, bairro, etc.
SE NÃO BATER, USE-A
E já há quem conseguiu dar um giro positivo a essa permanente alerta ante as conquistas do vizinho. Algumas empresas norte-americanas de fornecimento de energia fazem com que seus assinantes reduzam o gasto enviando-lhes uma lista com o consumo de outros cem clientes do bairro escolhidos ao acaso, e destacando-se os campeões do mês em eficiência. Embora o benefício social também pode surgir de forma não intencional, desta vez por parte das “vítimas”. Niels van de Ven (o do estudo sobre o iPhone) também descobriu que, quando alguém percebia que era alvo de inveja agressiva, sem desejo de emulação por parte do outro, mostrava-se muito mais propenso a ajudar os outros. Com essa boa disposição era mais difícil tentar fastidiarle e restituía a harmonia dentro do grupo.
Ao fim e ao cabo, a pertença a uma comunidade constitui a principal razão para que elas apareçam com acentuada intensidade tanto a animosidade para com o próximo, porque tenha algo que desejamos, como o inegável alegria se lhe aconteça algum mal. Este último sentimento recebe em alemão, o nome de schadenfreude (literalmente, uma alegria por o dano), e parece ser maior quanto pior você vá ao invejado.
EM CORPO E ALMA
De acordo com descobriu uma equipe do Instituto Nacional de Radiologia do Japão (quadro na página seguinte), processamos as duas sensações com os mesmos circuitos cerebrais que a dor e o prazer físicos. No mesmo número da revista Science, que publicou o estudo, os psicólogos Matthew Liebermann e Naomi Eisenberger consideram essa coincidência como um indício da importância evolutiva de ambas as sensações. Se são gerenciados de acordo com os mesmos recursos fisiológicos que as reações a fome, a sede e o frio, e a agradável em busca de soluções (comer, beber ou abrigarnos) essenciais para sobreviver, é porque tanto a inveja como a schadenfreude também o são. Nos ajudam a situar-se dentro do grupo, e alguns seres cujas crias necessitam de outros para ir em frente, são obrigados a dominar a inter-relação social. Para saber quando não devem permitir que o outro se coma uma banana, por se lhes tira o casal.
ELES TAMBÉM Fariam
De fato, verificou-se que os macacos-prego e os chimpanzés apresentam sem pudor esses comportamentos.
E também os cães. Friederike Range, da Universidade de Viena, pôde observar em 43 exemplares de várias raças como Toby e companhia se recusavam a dar a pata se tinha ao lado um companheiro que recebia uma recompensa por esse gesto, e eles não. Se a situação se repetia, chegaram a deitar no chão, apartavam o olhar e deixando de reagir aos gestos dos pesquisadores. Range prefere denominar essas atitudes “aversão à desigualdade”, mais do que inveja. Talvez porque nenhum dos cães desejou que seu colega ao lado vai sentar um pouco (só um pouco) o mal da comida que lhe ofereciam. Por sinal, foi meu companheiro Atual que estava passeando pela Silicon Valley. Não eu. Passariam do menu, eu acho.
Inveja da boa