O cólera que assola o Haiti

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Japão ultrapassa nestes momentos as outras catástrofes do planeta, mas isso não significa que tenham desaparecido. É o caso do Haiti: as estimativas oficiais são subestimado a epidemia de cólera que afeta os seus habitantes, o que poderia traduzir-se em milhares de mortos, mais se não forem tomadas medidas para isso. Assim o assinala um artigo publicado na revista The Lancet.
Frente às estimativas propostas pelas Nações Unidas de 400.000 casos de cólera no Haiti este ano, o estudo, baseado em modelos matemáticos, prevê 779.000 casos e 11.100 mortes entre 1 de março e 30 de novembro.
Os responsáveis pelo trabalho, uma equipe de vários centros científicos norte-americanos, liderados por Jason Andrews, da Harvard School of Public Health, em Boston (EUA) também sugerem que a combinação das estratégias de controle da doença, como um melhor acesso à água potável, a vacinação oral e o uso generalizado de antibióticos poderia impedir de 170.000 casos de cólera e 3.400 mortes.
De acordo com o modelo, uma redução de 1% no consumo de água contaminada evitaria 105.000 casos de cólera e de 1.500 mortes, enquanto que a vacinação de 10% da população evitaria 63.000 casos e 900 mortes. Além disso, o uso preventivo de antibióticos em todos os casos graves e em metade dos pacientes com doença moderada poderia evitar 900 casos e 1.300 mortes.
O estudo lembra que o recente declínio dos casos de cólera no Haiti não é o resultado de intervenções eficazes que são utilizados atualmente, mas o curso natural da epidemia.
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