A maquiagem do rei

Reis Magos
O rei Lear (1605)
Os reis medievais já cuidavam da sua imagem, quase como hoje: usavam maquiagem e se tinha o cabelo e a barba. A análise dos restos das tumbas reais, o mosteiro de Santa Cruz, em Cascavel, confirmam que Pedro III de Aragão (1240-1285) se tinge de loiro com apigenina genisteina, uma substância que se obtém das flores amarelas de um arbusto, a tamargueira. Os pesquisadores do Museu de História da Catalunha, que restauram o mosteiro cisterciense foram encontrados resíduos dessa substância nos restos de pêlos da barba do rei e da rainha Branca de Anjou, esposa de Jaime II, o Justo. Também foram encontradas ácido carmínico na cara da rainha, o que confirma que, no século XIII, os reis também se maquillaban. A descoberta foi uma surpresa para os pesquisadores, que conheciam a existência de tratados de cosméticos da época, mas não que a vaidade da realeza levaria a pintar o cabelo.
Já então os reis tentavam transmitir uma imagem de tudo, especialmente de si mesmos, mesmo depois de mortos. A reconstrução facial que foi feito, tanto de Pedro III, como o da Branca de Anjou demonstram que a representação escultórica do jazente que aparece nas tumbas “não é um retrato fiel, mas uma idealização estética”, garante Marina Miquel, a coordenadora da pesquisa. O curioso é que, ao menos o rei, não precisava disso, porque os restos mumificados revelam que o monarca era muito alto para a época, tinha entre 1,75 e 1,80.
A maquiagem do rei

Pedro III de Aragão, que já usava